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Informações para o Paciente
O que é o HPV?
O Vírus do Papiloma Humano é transmitido por contacto sexual podendo infectar qualquer tipo de pessoa independentemente do seu sexo, idade, étnia ou mesmo localização geográfica. Diversos estudos revelam uma associação deste vírus com o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero, verrugas e outras patologias anogenitais.
As infecções por HPV são muito comuns, mas a maioria dos indivíduos afectados não apresenta sintomas, no entanto, a presença de papilomas ou de verrugas genitais sugere infecção por HPV não oncogénicos.
A utilização de preservativos não garante protecção contra a infecção por HPV, apesar do seu uso ser recomendado devido à eficácia na prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis.
O HPV pertence à família dos Papovavírus, tendo sido encontrados mais de 120 tipos. A maior parte deles leva ao desenvolvimento de verrugas, mas outros infectam a região genital. Apenas as estirpes de alto risco podem causar lesões capazes de induziro desenvolvimento do carcinoma do colo do útero.
Os tipos de HPV encontrados nas verrugas não são os mesmos dos tumores malignos. As estirpes de HPV de baixo risco /não oncogénicas (tipo 6, 11, etc...) são encontradas nos condilomas e apresentam menor risco de progressão para malignidade . As estirpes de HPV de alto risco/oncogénicas (tipo 16, 18, 31, 33, 45, 58, etc...) estão associadas a lesões malignas. Geralmente uma infecção por HPV não leva ao desenvolvimento de cancro. No entanto, 99% das mulheres que têm cancro do colo uterino estão infectadas por estirpes de HPV de alto risco.
O HPV é facilmente transmitido por contacto sexual, não sexual (familiar ou hospitalar) e por via materno fetal (durante a gestação, intra e periparto). Apesar de nada se saber acerca da viabilidade do vírus fora do organismo, considera-se a transmissão por via não sexual apenas viável durante curtos períodos de tempo.
O período de incubação, desde a infecção até ao desenvolvimento de doença (forma clínica e ou subclínica) não é muito bem conhecido. Contudo, muitos estudos sugerem que este demorará entre 3 semanas a 8 meses, com uma média de 3 meses, desde que existam as condições propícias para o seu desenvolvimento. Na maioria das vezes o desenvolvimento está relacionado com a competência imunológica de cada indivíduo e a carga viral (quantidade) no local da infecção.
Normalmente uma infecção por HPV é assintomática. Geralmente não se nota qualquer alteração no corpo, podendo surgir apenas comichão, algum ardor durante o acto sexual ou apresentar corrimento anormal. As infecções por HPV podem-se manifestar de três formas distintas:
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FORMA LATENTE: caracterizada pela presença latente do vírus e que não apresenta sinais para diagnóstico. Os pacientes com histórico de infecções por HPV devem, juntamente com os exames de rotina, efectuar diagnósticos por técnicas de biologia molecular que permitem a identificação do vírus.
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FORMA SUBCLÍNICA: assintomática ou apenas com sinais inespecíficos: prurido, ardência, humidade e dor durante a relação sexual. Para identificá-las e visualizá-las são necessários métodos diagnósticos específicos, utilizando equipamentos de leitura como o colposcópio.
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FORMA CLÍNICA (condiloma): verruga genital visível a olho nú com um aspecto áspero e irregular (couve-flor), pode aparecer como condiloma acuminado, plano e gigante. A mais comum é a forma acuminada, que é uma forma verrugosa de cor rósea, de superfície rugosa, consistência firme, conhecida como crista de galo. A forma plana aparece no colo do útero como tecido branco acompanhado ou não de alterações vasculares. O condiloma gigante, como o próprio nome indica, é a forma vegetante e exuberante, caracterizada por um crescimento por vezes muito rápido.
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Na maiorida dos casos a infecção por HPV não é localizada, é multicêntrica.
O tratamento das infecções por HPV depende de diversos factores, de entre os quais: a idade da paciente, o local e o número de lesões e o estado de saúde geral da mulher. É muito importante o acompanhamento médico e uma vigilância assídua mesmo no pós-tratamento .
Quais as formas de tratamento de uma infecção por HPV?
Apesar de existir várias formas de tratamento, não há um tratamento único e a maioria tem como finalidade destruir o tecido infectado. Os tratamentos existentes são:
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Criocirurgia: Tratamento feito por um instrumento que congela e destrói o tecido anormal;
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Laser: Utilizado para cortar ou destruir o tecido onde se encontram as lesões;
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Cirurgia de Alta Frequência (CAF)/Electrocauterização: Instrumento eléctrico que remove e cauteriza a lesão;
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Conização: Um pedaço de tecido em forma de cone é retirado com auxilio do bisturi, do Laser ou do CAF;
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Tratamentos Químicos: Terapêuticos aplicados sobre as lesões (Ácido Tricloroacético - ATA; 5-Fluoruacilo; entre outros comerciais);
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Imunomodeladores: Terapêuticos capazes de aumentar a resposta imunológica para o combate à infecção (Imiquimod - Aldara®)
Quais as formas de tratamento de um carcinoma do colo do útero?
No caso de estar perante um carcinoma do colo do útero, o acompanhamento médico é especialmente importante, uma vez que os tratamentos aplicados são mais específicos e rigorosos. No tratamento desta neoplasia estão indicadas terapias multidisciplinares envolvendo a Cirurgia, a Radioterapia e a Quimioterapia. Os protocolos de tratamento deverão ser discutidos por uma equipa clínica na presença da paciente, procurando sempre a melhor resolução e com o mínimo de complicações para a paciente.
São necessários alguns cuidados:
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Manter a higiene e visitar regularmente o Médico; Se estiver perante os sintomas descritos procure o seu ginecologista: comichão, corrimento, sangramento anormal (fora da menstruação) e dor durante a relação sexual.
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Reduzido número de parceiros sexuais e usar preservativo, apesar de alguns estudos revelarem que este não garante protecção contra a infecção. A maioria das pessoas sexualmente activas podem estar infectadas. Fale com o seu parceiro!
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Estão descritos como co-factores de risco para o cancro do colo do útero: hábitos tabágicos, uso de contraceptivos orais, presença de doenças venéreas, deficiências nutricionais, idade precoce da primeira relação sexual e múltiplos parceiros sexuais.
CUIDE DA SUA SAÚDE!
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