IIncidência e Prevalência
Cerca de 10 a 20% da população sexualmente activa está infectada pelo HPV,
sendo diagnosticados por ano 317000 novos casos em todo o mundo. Em Portugal,
o carcinoma do colo do útero em 1996-1998, apresentava uma taxa de incidência estimada de 17/100000, sendo a mais alta de toda a União Europeia.
Apesar de tudo, a incidência e morte por Carcinoma Invasivo do colo do útero tem diminuído gradualmente desde a década de 60. No entanto em Portugal esta diminuição só se iniciou 10 anos mais tarde (década de 70), provavelmente devido à dificuldade de implementação dos testes de rastreio no seio da população feminina.
Em Portugal, estima-se em 1000 o número de novos casos de carcinoma do colo
do útero por ano. Os jovens representam o grupo com o maior número de infectados, chegando a taxas de 46% em mulheres de 20 a 30 anos. Estes valores baixam com
a idade: 10% em mulheres com 40 anos e 5% em mulheres acima de 55 anos de idade. Em estádios iniciais, as doenças causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso, impedindo maiores complicações no futuro.
Vacinas
Vacinas Terapêuticas e Profiláticas contra o HPV estão a ser desenvolvidas recorrendo a técnicas de DNA Recombinante.
Vacinas do tipo Virus-Like: Proteínas recombinantes do capsídeo viral formam "partículas" virais não infecciosas, que estimulam a produção no organismo de anticorpos anti-HPV para neutralizar a infecção.
Fusão de Proteínas e Péptidos Recombinantes: epitopos imunogénicos das proteínas virais são desenhados para tratar indivíduos infectados. Estas vacinas parecem capazes de induzir resposta anti-tumoral em modelos.
Vectores Recombinantes Vivos: Vírus recombinantes que expressam genes dos HPV alto risco tem sido testados como formas terapêuticas.